26 de outubro de 2012


E quando as memórias reaparecem e a saudade aperta? É definitivamente a pior coisa. Lágrimas escorriam lentamente pela face, era incontrolável. Ela tentou se conter á frente de todos porém sem sucesso, foi mais forte que ela, era muita coisa a favor das lembranças e magoa, sempre lhe magoou o facto de não serem amigos depois de tudo. Trocaram olhares, sim, ele olhou mais que nunca para ela, olhou com um olhar tão inocente, o olhar que só ela conseguira perceber. Talvez tenha sido esse simples olhar que a tenha deitado a baixo daquela forma, que lhe tenha tocado tanto ao ponto de a fazer relembrar tudo o que um dia passaram juntos. Ela tem a certeza absoluta que já não sente rigorosamente nada por ele, porém todos nós sabemos que as memórias são algo impossível de eliminar e que irá sempre haver qualquer coisa que fará com que elas voltem, sejam positivas ou não. Nesse momento, quando elas voltarem, há que ultrapassar, sorrir por um dia termos sido tão felizes ao lado de alguém mesmo que hoje em dia esse alguém seja um completo desconhecido para nós. 

13 de outubro de 2012

Ainda não estava habituada á ideia de te ter perdido, de ter perdido um grande amigo, um irmão, e hoje foi a prova disso. Fiquei estranha quando vi que as coisas entre nós não estavam iguais, e que tão cedo não iriam ficar. Falamos normalmente, o básico ou até um pouco mais que isso mas nada comparado ás nossas extensas conversas de antigamente. Tenho consciência que a culpa foi minha e do meu mau feitio, tu não poderias fazer mais nada, fizeste tudo o que esteve ao teu alcance. Outro grande problema penso que tenha sido a distância, não éramos propriamente de longe mas ainda tínhamos alguns km a separarem esta amizade. Mas pronto, com o tempo vou-me habituar a esta nossa nova amizade, e no fundo, cá bem no fundo, ainda guardo uma enorme esperança que um dia ainda volte tudo a ser como antes.
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